Versão para avaliação do comitê da campanha. Conteúdo em revisão, não divulgar.

Campanha de reconstrução · DINE/UFPE

A reconstrução da ciência é um compromisso coletivo.

Na noite de 7 de outubro de 2026, um incêndio destruiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da UFPE, no Recife. A Aponti, o Porto Digital e a comunidade Manguezal se uniram para que a pesquisa feita ali volte a funcionar o quanto antes, com velocidade, critério e prestação de contas pública.

R$ 0de R$ 0 na primeira meta
Valores da vaquinha online
Fachada do prédio do DINE/UFPE, com o totem da diretoria e palmeiras imperiais, antes do incêndio
Prédio do DINE, Cidade Universitária, Recife. Registro anterior ao incêndio.
RealizaçãoApontiPorto DigitalManguez.al, a community of startups ApoioSEPROPE, Sindicato das Empresas de Processamento de Dados de Pernambuco

O que aconteceu

Uma noite apagou anos de trabalho

O fogo começou na noite de quarta-feira, 7 de outubro, e só foi controlado na madrugada seguinte. Ninguém se feriu.[1][2][3] O prédio, com 2.967 m², foi erguido em 1958 para ser o restaurante universitário e, nos anos 2000, passou a abrigar a DINE e o NUPIT-SG, com laboratórios de certificação NB3.[5]

Ali funcionavam laboratórios de fármacos, genética e informática. Segundo o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, o prédio reunia cerca de R$ 100 milhões em equipamentos, insumos e materiais, além de dados e amostras de pesquisas acumuladas ao longo de até 20 anos, muitas delas ligadas a dissertações de mestrado e teses de doutorado ainda em andamento.[3][6] A dimensão total das perdas ainda está sendo levantada, e as causas do incêndio são investigadas pela Polícia Federal.[3]

R$ 100 miem equipamentos, insumos e materiais, na estimativa inicial da reitoria
até 20 anosde dados, amostras e pesquisa acumulados no prédio
2.967 m²de área construída, entre laboratórios, salas e plataformas
3 áreasatingidas diretamente: fármacos, genética e informática

O que existia ali

Infraestrutura que levou anos para ser montada

Pesquisa de ponta depende de equipamentos caros, salas controladas e gente treinada para operá-los. Estas fotos mostram parte do que funcionava no DINE dias antes do incêndio.

Fotos dos laboratórios do DINE/UFPE registradas antes do incêndio e reunidas pela comunidade de pesquisadores. Os equipamentos identificados nas legendas foram reconhecidos pelas marcações visíveis nas imagens.

Por que uma vaquinha não basta

O dinheiro público vai chegar. A questão é o que acontece até lá.

A resposta do governo federal foi rápida e de grande porte. Em 48 horas, foram anunciados um prédio novo, recursos para repor equipamentos e a manutenção das bolsas de pós-graduação.[5][6] Isso resolve a reconstrução. Não resolve o tempo.

Recurso público segue rito: reserva orçamentária, projeto, licitação, empenho, entrega e tombamento. É assim que deve ser, e é por isso que leva meses. Enquanto isso, existe um mestrando com prazo de defesa, um laboratório que perdeu todos os computadores e um grupo de pesquisa que precisa de um nobreak para religar o único equipamento que sobrou.

É nesse intervalo que a sociedade civil e o ecossistema de inovação fazem diferença. Não como substitutos do Estado, mas como ponte: resposta rápida para o que é pequeno e urgente, articulação para o que é grande e estrutural, e uma estrutura confiável para que cada real chegue ao destino certo e seja comprovado.

Resposta pública anunciada até 9/10/2026
ÓrgãoMedida
MECNovo prédio de cerca de 7.000 m² para os laboratórios, com início condicionado à conclusão da perícia[5]
MCTIR$ 40 milhões reservados no FNDCT para repor equipamentos, com liberação sujeita a trâmites administrativos[6]
CapesProrrogação de prazos e manutenção das bolsas de mestrado e doutorado[5]
AGUForça-tarefa para apoio jurídico e registro das perdas para eventual ressarcimento[6]
PFInquérito para apurar causas e circunstâncias do incêndio[3]

O papel desta campanha

Cobrir o que o recurso público não alcança a tempo, sem duplicar o que já está garantido, e usar a Aponti como veículo para receber, repassar, exigir documentação e prestar contas de qualquer recurso destinado à retomada, seja da vaquinha, de empresas ou de outros parceiros. Toda a operação passa pelo FAROL, o escritório de projetos da Aponti, sem custo operacional para a campanha.

O plano

Três horizontes, uma mesma mesa

A ação começa pela vaquinha, mas não termina nela. O plano organiza o esforço por prazo, do emergencial ao estruturante, para que todos os parceiros trabalhem na mesma página.

1 Primeiros 30 dias · Emergência

Religar quem pode trabalhar

  • Vaquinha online com meta inicial de R$ 100 mil[4]
  • Reposição de informática básica, conforme a lista indicada pelo NUPIT
  • Doações de equipamentos por empresas, com especificação validada
  • Levantamento, junto à DINE, das necessidades por laboratório
2 30 a 120 dias · Retomada

Garantir a continuidade das pesquisas

  • Conexão entre laboratórios afetados e empresas, centros e instituições com estrutura disponível
  • Prioridade para pesquisas com prazo, como dissertações e teses em fase final
  • Captação com empresas associadas e parceiros do ecossistema
  • Primeiro relatório público de destinação
3 Após 120 dias · Reconstrução

Voltar maior do que antes

  • Articulação com MCTI, MEC, Governo de Pernambuco e agências de fomento
  • Projetos de P&D com empresas para equipar laboratórios no novo prédio
  • A Aponti, por meio do FAROL, como gestora de projetos e convênios de apoio à retomada
  • Prestação de contas final e encerramento da campanha

Lista inicial de necessidades

Por onde começar

O primeiro passo indicado pelo NUPIT é repor o material de informática perdido, que permite retomar análise de dados, escrita e operação de equipamentos remanescentes.

Computadores Monitores Nobreaks Estabilizadores Tablets Teclados Mouses

Lista preliminar repassada pelo NUPIT à rede de apoio em 8/10/2026. A especificação técnica e as quantidades por laboratório serão publicadas nesta página após o levantamento com a DINE. Equipamentos científicos de maior porte serão tratados no horizonte de reconstrução, em articulação com o recurso público.

Como o recurso chega

Do doador ao laboratório, com rastro de cada real

A Aponti, por meio do FAROL, seu escritório de projetos, pode receber os recursos e operacionalizar com rapidez as contratações necessárias à retomada, valendo-se da sua condição de ICT[7], sem cobrar nenhum custo operacional por esta ação. É a mesma estrutura que já gere projetos com recursos de terceiros, convênios e prestação de contas.

  1. Etapa 1

    Doação

    Pessoas, empresas e instituições doam pela vaquinha, por aporte direto ou em equipamentos.

  2. Etapa 2

    Recebimento

    O FAROL, escritório de projetos da Aponti, registra cada entrada em controle próprio da campanha, separado das demais contas.

  3. Etapa 3

    Seleção

    O comitê de destinação analisa as demandas dos laboratórios pelos critérios abaixo.

  4. Etapa 4

    Entrega

    A Aponti compra e entrega o bem, formalizado por termo de doação à UFPE.

  5. Etapa 5

    Prestação de contas

    Notas fiscais, termos e fotos de entrega são publicados nesta página.

Critérios de seleção

CritérioO que se avalia
UrgênciaPesquisas com prazo próximo, como defesas de dissertação e tese, relatórios a agências e projetos com financiamento vigente
AlcanceQuantos grupos e pesquisadores o item atende; estruturas multiusuárias têm prioridade
ComplementaridadeO item não está coberto, nem será coberto a tempo, pelo recurso público já anunciado
Uso imediatoO laboratório tem onde instalar e quem operar o bem assim que ele chegar
Custo-benefícioRelação entre valor, prazo de entrega e impacto na retomada

Quem precisa estar junto

Uma mesa com academia, governo, fomento e mercado

A reconstrução só avança na velocidade certa se cada ator souber o que o outro está fazendo. Estes são os grupos com quem a campanha vai se articular.

Quem define a necessidade

UFPE

Reitoria, DINE, NUPIT-SG, coordenações de pós-graduação e os pesquisadores dos laboratórios atingidos.

Quem financia a reconstrução

Governo federal

MCTI, MEC, Finep, CNPq e Capes, responsáveis pelo prédio, pelos equipamentos e pelas bolsas.

Quem articula no estado

Governo de Pernambuco

Governadoria, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e FACEPE, além da bancada pernambucana no Congresso.

Quem mobiliza o ecossistema

Porto Digital e Manguezal

Parque tecnológico, startups e comunidade de inovação, um ecossistema que tem na UFPE uma de suas principais origens.

portodigital.org · manguez.al

Quem doa e investe

Empresas

Associadas da Aponti, entidades setoriais como o SEPROPE, apoiador da campanha, e a Assespro-PE, fornecedores de tecnologia e empresas com projetos de P&D.

Quem amplia o alcance

Sociedade

Ex-alunos, profissionais, imprensa e todas as pessoas que acreditam que ciência feita em Pernambuco vale ser defendida.

Participe

Cada um ajuda do tamanho que pode

Doe qualquer valor

A vaquinha online recebe por Pix e cartão. Toda contribuição entra no relatório público da campanha.

Ir para a vaquinha →

Doe equipamentos

Empresas podem doar itens da lista de necessidades, novos ou seminovos em perfeito estado, com especificação validada pelo comitê.

Falar com a Aponti →

Seja parceiro institucional

Empresas e instituições podem apoiar um laboratório específico, oferecer estrutura temporária ou estruturar projetos de P&D.

Propor uma parceria →

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Leve a campanha para seus grupos e redes. Quanto mais gente souber, mais rápido a pesquisa volta.

Para doações de equipamentos e parcerias institucionais, fale com a Aponti pelo site aponti.org.br, pelo Instagram @apontipe_ ou pelo LinkedIn.

Prédio do DINE/UFPE ao entardecer, antes do incêndio

Ninguém solta a mão de ninguém

Juntos somos mais.

A UFPE formou boa parte das pessoas que construíram o Porto Digital e a economia de tecnologia de Pernambuco. Agora é a vez desse ecossistema devolver. Doe, compartilhe e ajude a colocar a ciência de volta de pé.

#Aponti #UFPE #PortoDigital #Manguezal #Ciência #Inovação #Solidariedade

Glossário

Termos usados nesta página

DINE
Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da UFPE, responsável por propriedade intelectual, transferência de tecnologia e apoio ao empreendedorismo na universidade.
NUPIT-SG
Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica Suely Galdino, da UFPE, dedicado à pesquisa em fármacos e inovação em saúde. Funcionava no prédio atingido e tem nova sede em construção.
NB3
Nível de Biossegurança 3. Classificação de laboratórios aptos a manipular agentes biológicos de risco elevado, com controles rígidos de acesso, ar e descarte.
FAROL
Escritório de projetos da Aponti. Recebe recursos, contrata, acompanha a execução e presta contas de projetos geridos pela associação.
ICT
Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação. Órgão público ou entidade privada sem fins lucrativos cuja missão inclui pesquisa científica ou tecnológica ou o desenvolvimento de novos produtos, serviços ou processos, conforme a Lei 10.973/2004.
FNDCT
Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, principal fundo federal de financiamento à ciência e à inovação, operado pela Finep.
Finep
Financiadora de Estudos e Projetos, empresa pública vinculada ao MCTI que financia infraestrutura de pesquisa e inovação. Financiou parte dos equipamentos perdidos.
Capes
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, fundação do MEC que concede bolsas de mestrado e doutorado.
Termo de doação
Documento que formaliza a transferência de um bem à universidade. Permite que o equipamento seja incorporado ao patrimônio público e tenha manutenção e seguro.
Laboratório multiusuário
Estrutura compartilhada por vários grupos de pesquisa, como as plataformas de citometria e microscopia. Um único equipamento atende dezenas de projetos.

Fontes

De onde vêm as informações

  1. Incêndio atinge prédio de inovação da UFPE, no Recife Metrópoles, 7/10/2026
  2. Incêndio atinge prédio da UFPE e mobiliza bombeiros em Recife Correio Braziliense, 7/10/2026
  3. Incêndio na UFPE: veja o que se sabe até agora sobre o fogo em prédio de laboratórios Diario de Pernambuco, 8/10/2026
  4. Reconstrução DINE/UFPE Pós-Incêndio (Aponti) Vakinha, campanha criada em 8/10/2026
  5. MEC anuncia recuperação de laboratórios destruídos por incêndio na UFPE Blog Cenário, 9/10/2026
  6. UFPE terá mais R$ 40 milhões para repor equipamentos destruídos em incêndio Portal de Prefeitura, 9/10/2026
  7. Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004 (Lei de Inovação), art. 2º, V Planalto, texto compilado com a Lei 13.243/2016